Drone Sense

Monitoramento

Monitoramento e mapeamento

Voo de inspeção, mapeamento NDVI e sensoriamento multiespectral com drone. Base de decisão pra aplicação localizada, manejo de variabilidade e diagnóstico de talhão.

Monitoramento e mapeamento com drone agrícola usam câmera multiespectral (RGB + NIR + RedEdge) pra gerar ortomosaicos georreferenciados e índices vegetativos como NDVI, NDRE e MSAVI. A saída é um mapa de talhão que identifica variabilidade de vigor, áreas estressadas, falhas de plantio, pressão de pragas/doenças e zonas de manejo. Essa camada de informação sustenta decisões de aplicação localizada, ajuste de densidade de plantio e avaliação de produtividade — virando insumo direto pra operação aérea seguinte.

Drone agrícola nesta operação

Drones da linha DJI Agras podem realizar missões de mapeamento pelo aplicativo DJI Agras, que integra voo autônomo com câmera de operação e sensores. Pra mapeamento multiespectral dedicado, drones da linha DJI Enterprise (Mavic 3M, Matrice) têm câmera especializada e são complementares aos Agras de pulverização.

Três aplicações práticas

  1. Diagnóstico de variabilidade: mapa NDVI aponta zonas de vigor diferenciado no talhão. Essas zonas viram unidades de manejo diferenciado (aplicação variável de fertilizantes, herbicidas seletivos, correção de solo)
  2. Detecção precoce de problema: estresse hídrico, ataque de praga ou deficiência nutricional aparecem no NDVI antes de se tornar visível a olho nu. Isso antecipa aplicação e reduz perda
  3. Avaliação pós-operação: comparar NDVI antes e depois de uma pulverização mostra onde a aplicação funcionou e onde falhou (quando combinado com histórico de voo)

Integração com pulverização

Monitoramento alimenta decisão de pulverização. Exemplos:

  • Mapa NDVI identifica reboleira de ferrugem em soja → aplicação localizada de fungicida só na área afetada, em vez de tratar o talhão inteiro
  • Mapa mostra zona de baixo vigor por deficiência de nitrogênio → aplicação foliar de N em taxa variável
  • Monitoramento pós-dessecação confirma uniformidade antes da colheita

Janelas operacionais

Monitoramento pode ser feito ao longo de quase todo o ciclo da cultura, mas tem momentos críticos:

  • Pós-emergência (10-15 dias após plantio): avaliação de estande e falhas
  • Ciclo vegetativo avançado: detecção de variabilidade e estresse
  • Pré-colheita: estimativa de produtividade e uniformidade de maturação
  • Pós-colheita em culturas perenes (café, cana): planejamento de próxima safra

Culturas

Culturas com operação de monitoramento e mapeamento

Fibra

Algodão

Gossypium hirsutum

Cultura de fibra com produção concentrada no Centro-Oeste e oeste da Bahia. MT lidera a produção nacional. Ciclo longo (160-180 dias) exige múltiplas aplicações e colhedoras de grande porte.

T70P T100

Grãos

Arroz

Oryza sativa

Cultura de grãos com duas realidades no Brasil: arroz irrigado (RS como maior produtor nacional, em várzea) e arroz de sequeiro (TO, MA e PA). Drone agrícola cresce em aplicações sobre lavouras alagadas.

T25P T70P T100

Cultura perene

Café

Coffea arabica / Coffea canephora

Cultura perene que coloca o Brasil como maior produtor e exportador mundial. MG lidera em arábica, ES em conilon. Topografia e dossel altos favorecem aplicação aérea com drone.

T25P T70P T100

Cultura perene

Cana-de-açúcar

Saccharum officinarum

Cultura perene de maior volume do agronegócio brasileiro. SP concentra a maior produção nacional. Drone agrícola tem forte aplicação em maturadores, fungicidas e inspeção de canaviais.

T70P T100

Grãos

Feijão

Phaseolus vulgaris

Cultura de ciclo curto (85-100 dias) com três safras por ano no Brasil: das águas, da seca e irrigada de inverno. Produtividade alta exige pulverização intensa e dessecação pré-colheita uniforme.

T25P T70P T100

Grãos

Milho

Zea mays

Segunda maior cultura de grãos do Brasil, com destaque para a safrinha plantada após a soja. Alta demanda de operação aérea em aplicações de fungicida e controle de cigarrinha.

T25P T70P T100

Grãos

Soja

Glycine max

Principal cultura de grãos do Brasil. Ciclo de safra de verão no Centro-Sul, com plantio de outubro a dezembro e colheita de janeiro a abril. Alta demanda de pulverização aérea ao longo do ciclo reprodutivo.

T25P T70P T100

Grãos

Sorgo

Sorghum bicolor

Cultura rústica tolerante à seca, usada como 2ª safra (sorgo granífero), silagem e forragem. Alternativa ao milho safrinha em regiões com risco climático maior, como GO, MT e oeste da BA.

T25P T70P T100

Fontes

Dados de janela e taxonomia baseados em fontes públicas oficiais. Datas exatas variam por safra, clima e microrregião: trate como referência de planejamento, não como prescrição.

  • EmbrapaEmbrapa Informática Agropecuária — Agricultura de precisão
  • EmbrapaEmbrapa Café — NDVI em cafeicultura